O que mais abomino é a solenidade da raça humana. - Bertrand Russell

 
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Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido.

(...) como mais alto mandatário da nação, dá suporte e apoio. É o protetor de tudo.
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A mentira como método e como arma política tão imoral quanto eficaz PDF Imprimir
02 de setembro de 2010

Para saber mais sobre a cartilha usada por Franklin Martins, ler: Chomsky e as 10 estratégias de manipulação da mídia
Por Reinaldo Azevedo (*)

A farsa montada pelo governo para tentar culpar Verônica Serra pela violação do próprio sigilo fiscal tinha um tempo de duração. E então muitos leitores me perguntam, cheios de justo espanto:
“Reinaldo, por acaso eles não sabiam que a verdade acabaria aparecendo, que seria possível provar a falsidade da assinatura e até a do reconhecimento de firma?”
Respondo:
Claro que eles sabiam!

É que estamos diante da aplicação de uma das teorias da comunicação, usada com desenvoltura por canalhas:
- espalhe a mentira:
- insista nela;
- faça com que ela pareça ter o mesmo peso da verdade;
- transforme tudo numa mera guerra de versões

Resultado: uma parte da opinião pública desiste do caso no meio do caminho e se conforma com a mentira. Para essa gente, não levar a mentira ao ar seria pior: todos ficariam expostos só à verdade. E a verdade não lhes interessa.

Há estudos a respeito da eficácia desse procedimento — estudos críticos, claro! Os que têm compromisso com a verdade usam esse saber para tentar desvendar as farsas oficiais. Os que não têm o fazem para construir farsas oficiais. Ademais, não lhes digo nenhuma novidade. A máxima atribuída a Goebbels, o ministro da propaganda do nazismo, fala por si: uma mentira repetida muitas vezes vira verdade.

Então não tem sido assim?
Pensem bem: então não tem sido mesmo assim? Não tem sido essa a lógica de comunicação do governo Lula nesses quase oito anos? O expediente empregado para tentar destruir os adversários, convertidos em inimigos, é o mesmo que serve à glorificação de seus feitos. Mente-se de forma organizada, determinada, obsessiva, sobre o passado. Mente-se de modo não menos organizado, determinado e obsessivo sobre o presente. Mentiras já começam a ser construídas, diga-se, com vistas ao futuro.

Todos vimos o desempenho da presidenciável Dilma Rousseff no Jornal da Globo:
- inventou que Lula colaborou para libertar presos políticos cubanos  — falso: o Babalorixá colaborou para que ficassem presos, comparando-os a bandidos;
- inventou que o governo e o PT sempre consideraram as Farc ligadas ao crime — falso: o PT manteve relações com as Farc; ela mesma empregou a mulher de um narcoterrorista;
- inventou que o Brasil ficou 25 anos sem investir, antes do governo Lula — falso: FHC investiu uma porcentagem maior sobre o PIB do que Lula.

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Farsa, fraude ou tragédia? PDF Imprimir
01 de setembro de 2010

Gen Ex José Carlos Leite Filho – – 29/08/10
Publicado no “O Jornal de Hoje”, de 30/08/10 – Natal-RN

A manifestação do eleitorado brasileiro nas recentes pesquisas de intenção de voto é de causar espanto, temor mesmo, pela ameaça latente à democracia e aos poderes constituídos. Esse fato preocupa quando parece corroborar a alta popularidade do presidente, transformando-o em um “líder carismático, que não aceita os limites da lei, muito menos críticas, e se considera o pai do “seu” povo”, conforme palavras do jornalista Merval Pereira, em artigo publicado no da 21 deste mês, no jornal O Globo, do Rio de Janeiro. São sintomáticas também as palavras presidenciais, reveladoras de um desejo contido, mas que vez por outra aflora, proferidas em recente cerimônia de sanção da “Lei de Mudanças” no Ministério da Defesa, consideradas por ele mais fáceis e com menos resistência de aprovação do que imaginava, proporcionando-lhe um arremate ao “companheiro” Jobim dizendo-lhe, alto e bom tom, que ele bem que “poderia ter mandado uma emendinha para passar mais uns anos de mandato”...

É quase inacreditável que o presidente da República, em decisão pessoal própria de ditadores, sem consulta partidária, tenha sido capaz de escolher a candidata oficial para lhe suceder. E, pior ainda, o silêncio ocorrido em um partido que costuma ouvir suas bases... A ungida, ex-terrorista participante de ações extremadas das quais se declara orgulhosa, autoritária e ríspida até mesmo, segundo noticiado, com os seus subordinados; incapaz de um sorriso, sem experiência parlamentar, de repente sofre uma metamorfose que lhe muda visual e temperamento, passando a apresentar-se
feminina, suave e risonha, na busca da preferência popular capaz de lhe eleger.

Caracteriza-se, assim, um quadro político nacional nada auspicioso, onde uma criatura, se eleita, deverá ser monitorada pelo seu criador, de ego exacerbado capaz de trilhar caminhos próprios de um populismo que lhe assegure poder político continuado em troca de um assistencialismo anestesiador de consciência e, consequentemente, do bem maior do cidadão: a liberdade! Não é outro o horizonte político brasileiro onde o povo inerte continua a aceitar uma conjuntura vergonhosa de hospitais públicos geradores de mutilados e de cadáveres por falta de assistência adequada; uma educação discriminatória incapaz de formar uma elite intelectual apta ao enfrentamento dos
desafios de um Brasil grande e um quadro de guerra interna onde as balas vão às escolas e a liberdade de atuação dos marginais supera a do cidadão!

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A volta do bode preto da velha esquerda PDF Imprimir
02 de setembro de 2010

Por Arnaldo Jabor (*)

Meu primeiro grande amor começou num "aparelho" do Partido Comunista Brasileiro em 1963, meses antes do golpe militar. Era um pequeno apartamento conjugado na Rua Djalma Ulrich em Copacabana, em cima de uma loja de discos. No apartamento, havia um sofá-cama com a paina aparecendo por um buraco da mola, entre manchas indistintas - marcas de amor ou de revolução? Na parede, um cartaz dos girassóis de Van Gogh e, numa tábua sobre tijolos, livros da Academia de Ciências da URSS. Um companheiro me emprestara a chave com olhar preocupado, sabendo que era para o amor e não para a política. "Cuidado, hein, se o dirigente da "base" souber..." - disse-me, vendo a gratidão em meus olhos.

Eu era virgem de sexo com namoradas, pois pouquíssimas moças "davam", nessa época anterior à pílula; transar para elas era ainda um ato de coragem política. As moças iam para a cama pálidas de medo, para romper com a "vida burguesa", correndo o risco da gravidez - supremo pavor. Famintos de amor, usávamos até Marx para convencer as meninas.

"Não. Aí eu não entro!", gemiam, empacadas na porta do apartamento. Nós usávamos argumentos que iam de Sartre e Simone até a revolução: "Mas, meu bem... deixa de ser "alienada"... A sexualidade é um ato de liberdade contra a direita..."

Tudo era ideológico em Ipanema - até a praia tinha um gosto de transgressão política. Éramos assim nos anos 60.

A guerra fria, Cuba, China, tudo dava a sensação de que a "revolução" estava próxima. "Revolução" era uma varinha de condão, uma mudança radical em tudo, desde nossos "pintinhos" até a reorganização das relações de produção. Não fazíamos diferença entre desejo e possibilidade. Eu era do "Grupo Vertigem", como colegas radicais nos apelidaram. Nossa revolução era poética, Rimbaud com Guevara; era uma esperança de um tempo futuro em que a feia confusão da vida se harmonizaria numa perfeição política e estética. Para os mais obsessivos, era uma tarefa a cumprir, uma disciplina infernal, um calvário de sacrifícios para atingir não sabíamos bem o quê. Tínhamos os fins, mas não tínhamos os meios.

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Se não lutarmos hoje, amanhã será tarde demais para lamentar PDF Imprimir
02 de setembro de 2010

Sem Medo da Verdade
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 118 - 01/09/2010
www.paznocampo.org.br

Assine o apelo aos bispos do Brasil hoje mesmo!

Mensagem aos participantes da Paz no Campo

Encontramo-nos diante de violenta investida contra a propriedade rural.

A esquerda voltou sua artilharia contra o direito de propriedade ao propor limites ao tamanho da terra. O que passar dos limites sugeridos por eles seria simplesmente expropriado!

A proposta é a mais radical já apresentada por grupos da esquerda. São 54 entidades, incluindo Contag e MST - o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo – que se mobilizam para:

    1) Coleta de assinaturas para uma Proposta de Emenda Constitucional pela limitação da propriedade rural.
    2) Convocação para um Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra que ocorrerá entre os dias 01 e 07 de setembro e
    3) Dia Nacional de Mobilização pelo Limite da Propriedade da Terra, que será realizado no dia 12 de agosto, em memória da “mártir” Margarida Alves, camponesa morta em 1983

Os organizadores da campanha dizem contar “com o apoio oficial da CNBB e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil”. (Clique aqui e veja no site dos organizadores da campanha)

Foi com medidas populistas deste naipe que Chávez chegou ao poder na Venezuela e vem implantando a ditadura comunista “bolivariana”.

Para que isso não aconteça no Brasil, teremos de agir rapidamente.

Dom Cristiano Krapf, bispo de Jequié (BA), em carta aos seus colegas de Episcopado denunciou tal plebiscito como contrário aos interesses do País:

“Um plebiscito para dividir fazendas?” (Clique aqui e veja no site da CNBB o documento de D. Cristiano)

Em recente reunião da CNBB em Brasília, quando foi apresentado para votação um documento de apoio ao PNDH-3, vários bispos se opuseram à iniciativa, denunciando o documento como inspirado no governo Chávez.

Vamos, pois escrever aos Bispos para que eles esclareçam à opinião pública que a absurda Campanha do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra não conta com o apoio do Episcopado Nacional.

Clique aqui e envie sua mensagem aos bispos do Brasil

Prezado amigo, se V., eu e todos os brasileiros que desejam a manutenção de nossos direitos não lutarmos hoje, amanhã será tarde demais para lamentar.

Contamos, pois, com sua participação e mobilização ao convidar e insistir para que seus amigos façam o mesmo.

Atenciosamente

Nelson Ramos Barretto

Coordenador da Paz no Campo
 


Faça sua doação para ajudar nossa luta, clique aqui!

Recomende a seus amigos o "Paz no Campo"

A escolha de serra PDF Imprimir
02 de setembro de 2010

Por Demétrio Magnoli (*)

José Serra implodiu sua campanha presidencial nos primeiros dias do horário gratuito, no momento em que colou um retrato de Lula à sua imagem, sugerindo uma falsa associação política. O truque circense de quinta categoria talvez enganasse uns poucos desavisados se Lula estivesse morto. Como está vivo, e fala, ninguém caiu no conto urdido por insuperáveis gênios do marketing eleitoral. Mas o gesto teve um impacto avassalador, palpável o suficiente para ser registrado tanto nas pesquisas quanto nas conversas de rua: milhões de eleitores de Serra desertaram, indignados, declarando-se fartos do baile de máscaras promovido pelo candidato.

A associação farsesca não correspondeu a um equívoco episódico, mas foi o prolongamento e a conclusão lógica de uma estratégia de campanha alicerçada sobre a abdicação do direito de fazer oposição. Seria um erro político, ainda que uma verdade factual, afirmar que Serra traiu seu eleitorado. O que ele fez foi desrespeitar o eleitorado em geral - e, portanto, a democracia - ao negar-lhe a oportunidade de escolher entre situação e oposição. A sua derrota não será um fracasso eleitoral, evento normal no sistema democrático, mas o sinal anunciador de uma falência política.

Bem antes do gesto catastrófico, a campanha já se equilibrava precariamente sobre uma corda frouxa, trançada com os fios complementares da arrogância e da covardia. Arrogância: a crença quase mística nos efeitos da comparação entre as biografias de Serra e da candidata oficial. Covardia: a decisão inabalável de não confrontar o lulismo com uma visão alternativa sobre o governo, o Estado e a Nação. Guilhon Albuquerque, defendendo a campanha do PSDB da crítica que formulei em A escolha de Serra (8/7), inspirou-se nas metáforas primitivas de Lula e citou o técnico da seleção espanhola de futebol: a ordem era "jugar para ganar", não para "sair engrandecido aos olhos de um setor da elite". O que dizer disso agora, quando a realidade berra? Na democracia, eleições são para esclarecer. "Jugar para ganar" é orientação típica de potenciais ditadores, que pretendem fraudar. Ou de candidatos que tratam os cidadãos como estúpidos - e pagam o preço cobrado por tal escolha.

Dilma Rousseff, o pseudônimo eleitoral de Lula, era a favorita desde o tiro de largada, por razões óbvias, mil vezes expostas. Isso não significa que inexistia uma disputa competitiva, como pontificam analistas seduzidos por uma estranha noção de destino histórico. Mas para ter uma chance de mudar o cenário prévio Serra precisaria agir como estadista - isto é, como a figura que se ergue acima das circunstâncias, desafia o senso comum, afronta setores de sua própria base partidária e oferece aos eleitores uma narrativa política transparente, equilibrada e franca. É bem fácil pinçar críticas fragmentárias de Serra ao governo e à sua candidata. Contudo, como estilhaços de uma granada perdida, elas nunca formaram um conjunto coerente, capaz de sintetizar uma aspiração de mudança.

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Pressões para a Colombia ceder ao terrorismo PDF Imprimir
02 de setembro de 2010

Por Eduardo Mackenzie

De novo o governo da Colômbia está recebendo fortes pressões internacionais para que ceda ante o terrorismo. Durante sua viagem ao Brasil, o presidente Juan Manuel Santos deve ter captado a mensagem de que precisa discutir com as FARC. “Se não se fala, não se conseguirá a paz”, advertiu Dilma Rousseff, a candidata presidencial do partido do governo, quando lhe perguntaram por que Lula não aceita qualificar as FARC de “narco-guerrilha”.

Na véspera da chegada de Santos a esse país, a candidata e ex-ministra de 66 anos de idade admitiu, por fim, que as FARC são uma organização “ligada ao crime, ao crime organizado e ao crime de tráfico de drogas” porém, acrescentou, sem empalidecer de vergonha, que Brasília defende de todas as formas a tese de que se deve dialogar com essa organização para “restabelecer a paz na Colômbia”.

As sondagens indicam que Rousseff, que durante sua juventude militou em organizações terroristas, tem muitas possibilidades de ser eleita no próximo 3 de outubro.

Ao mesmo tempo, estão montando outros palanques na região para fabricar a imagem de umas FARC dialogantes. A senadora Piedad Córdoba, os chefes do Partido Comunista argentino e alguns ativistas da mesma corrente do México, Honduras e El Salvador, criaram em Buenos Aires um novo “coletivo” com esse objetivo. “O grupo valoriza a disponibilidade das forças insurgentes, como as FARC, de construir uma abertura para o diálogo político. A idéia é poder estabelecer um diálogo entre estas forças e o governo colombiano”, disseram.

Tudo isso sob o patrocínio da presidente Cristina Fernández de Kirchner e seu esposo. Piedad Córdoba voltará em setembro a Buenos Aires, para discutir com o ex-mandatário Néstor Kirchner, secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).

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