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O terceiro Chávez PDF Imprimir
05 de fevereiro de 2010

Várias vezes o Brasil estendeu uma rede sob Chávez. Lula e Celso Amorim protegeram o venezuelano na hora do fechamento da RCTV, no referendo constitucional frustrado, na crise dos reféns colombianos, na polêmica sobre as bases americanas e na aventura fracassada do retorno de Zelaya a Honduras. Em nome dos interesses do chavismo, o presidente brasileiro desperdiçou a oferta de cooperação estratégica com Barack Obama.
Por Demétrio Magnoli (*)

Karl Marx criou a 1ª Internacional, Friedrich Engels participou da fundação da 2ª, Lenin estabeleceu a 3ª, Leon Trotski fundou a 4ª e Hugo Chávez acaba de erguer o estandarte da 5ª. "Eu assumo a responsabilidade perante o mundo; penso que é tempo de reunir a 5ª Internacional e ouso fazer o chamado", declarou num discurso de cinco horas, na sessão inaugural do congresso extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), sob aplausos de 772 delegados em camisetas vermelhas.

O congresso ocorreu em novembro. Depois, Chávez impôs o racionamento energético no país, desvalorizou a moeda e implantou um câmbio duplo, estatizou uma rede de supermercados, suspendeu emissoras de TV a cabo e desencadeou sangrenta repressão contra os protestos estudantis. A Internacional chavista nascerá numa conferência mundial em Caracas, em abril, e as eleições parlamentares venezuelanas estão marcadas para setembro. Mas o futuro do homem que pretende suceder a Marx, Lenin e Trotski será moldado por um evento totalmente estranho à sua influência: a eleição presidencial brasileira de outubro.

Chávez vive a sua terceira encarnação, que é também a última. O primeiro Chávez emergiu depois do golpe frustrado de 1992, nas roupagens do caudilho nacionalista e antiamericano hipnotizado pela imagem de um Simón Bolívar imaginário. Sob a influência do sociólogo argentino Norberto Ceresole, aquele chavismo original flertava com o antissemitismo e sonhava com a implantação de um Estado autoritário, de corte fascista, que reunificaria Venezuela, Colômbia e Equador numa Grã-Colômbia restaurada.

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Entre o G-20 e a forca PDF Imprimir
05 de fevereiro de 2010

Por Rolf Kunz (*)

Dois Brasis, um promissor, outro nem tanto, foram destaques em Davos, na reunião do Fórum Econômico Mundial, na semana passada. Pela primeira vez o Fórum conferiu o título de Estadista Global e o escolhido foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, entregou o troféu ao chanceler Celso Amorim, representante de Lula, e descreveu o presidente como um defensor dos pobres de todo o mundo. A homenagem foi o reconhecimento, também, do novo peso econômico e diplomático do Brasil, membro do Grupo dos 20 (G-20) e participante ativo de todos os debates sobre a reforma das finanças globais. O outro Brasil foi lembrado por um professor de Harvard, Ricardo Hausmann, num almoço planejado como complemento da premiação de Lula: a maior potência econômica da América Latina tem falhado, segundo o professor, como defensora da democracia na região.

Hausmann vive e trabalha nos Estados Unidos, é venezuelano e foi ministro do Planejamento em seu país em 1992-93. Mas isso não desqualifica seus comentários - inesperados, naquele ambiente - sobre a ação brasileira no conflito entre o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o do colombiano Álvaro Uribe. A parcialidade do presidente Lula foi evidenciada não só em episódios como o fechamento da fronteira com a Colômbia, pelo presidente Chávez, mas também quando o presidente Uribe anunciou o acordo militar com os Estados Unidos. A reação de Lula, lembrou Hausmann, foi convocar uma reunião de emergência da Unasul.

Outro venezuelano, Moisés Naim, editor da revista Foreign Policy, incluiu Lula entre os maiores hipócritas de 2009, em artigo publicado no jornal espanhol El País. Lula classificou Chávez como o melhor presidente venezuelano em cem anos, mas dele nunca se ouviu um comentário "sobre o comportamento autoritário de seu amigo", escreveu Naim. Além disso, Lula atacou "furiosamente" as eleições em Honduras e na mesma semana "recebeu com honras Mahmoud Ahmadinejad", vencedor de uma eleição também questionada. As eleições no Irã, segundo Naim, tiveram algo mais que as de Honduras: "enorme fraude, mortes, torturas e a repressão brutal ordenada pelo governo de Ahmadinejad." "O afável líder brasileiro", concluiu, "parece não se haver inteirado."

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Venezuela importa assassino cubano para reprimir a oposição PDF Imprimir
04 de fevereiro de 2010

Por Graça Salgueiro (*)

Eu havia prometido na edição passada que na próxima falaria da exitosa operação realizada pela Força Aérea Colombiana em conjunto com a Aviação do Exército, na qual deram baixa a um grande número de terroristas que faziam o anel de segurança de Alfonso Cano, Comandante Supremo das FARC, dentre eles “Yaritza” ou “A Mona”, amante de Pablo Catatumbo, e hoje soube de mais uma comandante guerrilheira abatida nesta operação, Marley Yurley Quezada, cognome “La Pilosa”, amante de “El Paisa”. Entretanto, fatos novos aconteceram ontem na Venezuela, gravíssimos e que a imprensa brasileira não fala nem vai falar, por isso adio o tema das FARC para falar de novo da Venezuela.

Diante do caos generalizado e descontrolado, e das pressões – até mesmo dentro do governo – vindas de todos os lados para que renuncie (ver “Venezuelanos clamam pela renúncia de Chávez”), Chávez cedeu mais uma vez às ordens vindas desde Havana, (segundo ele, “pedido” diretamente feito por Fidel Castro), e apresentou ontem ante as câmeras de televisão a Ramiro Valdés, com estas palavras: “Está conosco à frente dessa comissão um dos heróis da revolução cubana, o comandante Ramiro Valdés” que, segundo Chávez, veio para ajudar a resolver o problema elétrico na Venezuela.

Ora, mas “quem” é Ramiro Valdés e quais as suas funções em Cuba? Antes de falar no maldito personagem, lembro que em Cuba os problemas de água e energia são constantes e quase tão velhos quanto a revolução, então, com que autoridade ou competência um país manda um seu emissário para resolver problemas em outro, quando o dele próprio sofre de uma calamidade sem solução?
Estudiantes venezolanos contra la Dictadura del siglo XXI

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Ecuador se vuelve centro de operaciones criminales PDF Imprimir
05 de fevereiro de 2010

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, saluda a sus seguidores hoy, sábado 16 de enero de 2010, en la ciudad andina de Ambato (Ecuador), durante el aniversario de sus tres años en el poder, en los que afianzó su influencia, sobre todo al lograr cambiar la Constitución. José Jácome / EFE
Por GERARDO REYES, ElNuevoHerald (*)

Submarinos que zarpan cargados con cocaína, guerrilleros colombianos que manejan clínicas y cuentas bancarias, narcotraficantes mexicanos que operan a sus anchas y bastiones de la mafia rusa que vende armas y de la china que trafica con indocumentados.

Estos y otros males son parte del desolador panorama actual del Ecuador que describió un amplio reporte publicado este mes por un grupo de análisis (think tank) de Washington, D.C., bajo el atrevido título de Ecuador: drogas, bandidos y la revolución ciudadana.

"El Ecuador, que por mucho tiempo estuvo por fuera del radar internacional, se está convirtiendo rápidamente en un importante cruce de caminos en el que las organizaciones criminales internacionales se reúnen y hacen negocios con muy poco temor de que sus actividades sean pertubadas o detectadas'', señaló el informe de International Assesment and Strategy Center (IASC).

La principal preocupación de los analistas es el incremento de las actividades políticas y los negocios del narcotráfico de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) en el país, así como su capacidad de infiltración en el gobierno del presidente Rafael Correa.

Preparado por los ex reporteros Douglas Farah,de The Washington Post, y Glen Simpson, de The Wall Street Journal, el estudio de 77 páginas consideró serias las denuncias de que la campaña de Correa recibió aportes monetarios de las FARC.

También dio crédito a las acusaciones de que altos funcionarios de Correa no solamente han apoyado al grupo rebelde sino que han estado involucrados en negocios de narcotráfico con líderes de esta guerrilla.

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Balanço militar sugere aumento da instabilidade na América Latina PDF Imprimir
05 de fevereiro de 2010

BBC Brasil (*)

A América Latina enfrenta "numerosas e complexas" ameaças em termos de segurança e estabilidade militar que põem em risco o equilíbrio regional, segundo um estudo lançado nesta quarta-feira pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

Segundo o relatório Military Balance 2010 ("Balanço Militar 2010"), essas ameaças seriam "a deterioração da democracia, o temor de um fracasso do Estado, o crime organizado transnacional, o terrorismo, as guerrilhas, o tráfico de armas, drogas e pessoas, a concorrência pelos recursos naturais, a degradação ambiental e a perda da coesão social".

O documento afirma que, frente a estas ameaças, os países latino-americanos têm atualmente a "necessidade e a oportunidade de fazer um esforço coletivo a favor da segurança da região".

De acordo com o estudo, essa necessidade surge não apenas por conta dessas ameaças, mas também pela "falta de apetite" dos Estados Unidos em mediar os conflitos na região.

Cooperação O relatório destaca ainda os esforços dos governos da América Latina em termos de cooperação regional nas áreas de defesa e segurança.

Segundo o documento, a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Conselho de Defesa da América do Sul (SADC) seriam exemplos de que os países sul-americanos estariam agindo para lidar com a segurança do continente.

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BNDES investe R$ 2,2 bi no Friboi PDF Imprimir
04 de fevereiro de 2010

Os investimentos no JBS Friboi constituem um êxito de visão prospectiva dos inquilinos do Palácio da Alvorada e garantirão o futuro da família Da Silva após eleições gerais de 2010. O presidente e filho apreciam de perto os negócios agropecuários espalhados no país. (Brasil acima de tudo)
Agência Estado, Ultimo Segundo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficou com 65,1% das debêntures (títulos de renda fixa emitidos por sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado) emitidas pelo JBS Friboi, que têm como um dos objetivos financiar a compra do frigorífico americano Pilgrim’s Pride. No total, foram emitidos R$ 3,479 bilhões em debêntures, e o investimento da BNDESPar, braço de participações do banco, foi de R$ 2,267 bilhões.

Os recursos serão usados no aumento de capital da JBS USA, subsidiária do grupo nos EUA. O banco já havia anunciado, em dezembro, que daria garantia firme para a subscrição de até 100% das debêntures emitidas pelo grupo.

O BNDESPar ficou com 1.302.035 das 2 milhões de debêntures conversíveis. Outros acionistas subscreveram 1.102 papéis, ou 0,05%. Ao todo, foram subscritas 1.303.137 debêntures durante o período para exercício do direito de preferência pelos acionistas do JBS Friboi, que terminou na sexta-feira. Ontem começou o período de subscrição do primeiro rateio das sobras, equivalente a 696.863 papéis, que vai até a próxima sexta-feira. A porcentagem de rateio das sobras, conforme opções, é de 53,47%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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