A ação tuteladora das Forças Armadas só acontece quando a sociedade, em função de mudanças estruturais, perde o seu eixo de poder e, no vácuo, deixa instalar-se o caos. Samuel Huntington

 
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Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido.

(...) como mais alto mandatário da nação, dá suporte e apoio. É o protetor de tudo.

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Colômbia estima que 1.800 membros das Farc estejam no Equador PDF Imprimir E-mail
24 de outubro de 2009

Reuters, Terra

Cerca de 1.800 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão refugiados na província equatoriana de Sucumbíos para fugir da ofensiva das Forças Militares da Colômbia, revelou na sexta-feira um alto funcionário da segurança. O funcionário, que pediu anonimato, disse à Reuters que parte dos integrantes das Farc está em dois acampamentos no território equatoriano.

A Colômbia estava disposta a levar ao Equador a informação sobre a localização dos acampamentos rebeldes, mas desistiu por causa da decisão de um juiz de ordenar a captura do comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León.

A província equatoriana de Sucumbíos, que faz fronteira com a Colômbia, está na região da floresta amazônica e tem infraestrutura petrolífera. Foi nessa região que aconteceu o bombardeio das Forças Militares da Colômbia, em 1o de março de 2008, no qual morreu o líder das Farc, Raúl Reyes, e pelo menos 24 pessoas. O ataque foi descrito pelo presidente do Equador, Rafael Correa, como um massacre que violou a soberania de seu país e causou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia.

O funcionário de segurança assegurou que outros integrantes das Farc estão escondidos entre a população civil. Fontes da inteligência admitiram a possibilidade de que na floresta do Equador estejam refugiados importantes comandantes do grupo rebelde, como fazia Reyes.

De acordo com as autoridades colombianas, o grupo rebelde conta atualmente com 9.000 combatentes e concentra várias de suas frentes no sul do país, onde resiste a uma ofensiva por ar, terra e rios das Forças Armadas.