 Soros, patrocinador de agendas anti-família, divide com Bradesco os lucros bilionários da Cia Vale do Rio Doce. |
Por Paulo Leite em 20 de janeiro de 2004 (*) Resumo: O correspondente do MSM em Washington, Paulo Leite revela quem é o homem que até recentemente era considerado um verdadeiro "demônio" pelas esquerdas internacionais, e agora surge como um ativo inimigo do governo Bush e financiador de movimentos socialistas. © 2004 MidiaSemMascara.org Muito tem se falado na imprensa americana e mundial sobre a promessa do bilionário George Soros (foto) de dar mais de 15 milhões de dólares a organizações que compartilham de sua ojeriza a George W. Bush. Pouca gente conhece bem Soros, mas o simples fato de ser contra Bush abre espaço para páginas e mais páginas em jornais e revistas, e um espaço impossível de medir na mídia eletrônica.
Quem é, afinal, esse homem que gostaria de desestabilizar as eleições americanas? O que tem feito ele, além de ganhar dinheiro e lutar contra o presidente dos Estados Unidos? Para entender um pouco melhor quem é Soros, é preciso primeiro conhecer um garoto húngaro chamado George Schwartz.
Quando Schwartz tinha 13 anos, sua cidade natal de Budapeste foi ocupada pelos nazistas. Seu pai, Tivadar, um advogado com muitas conexões políticas, usou de toda sua influência para conseguir documentos falsos, nos quais o sobrenome Schwartz foi mudado para Soros. A família assumiu uma nova identidade – cristã - e desapareceu pelo restante da Segunda Grande Guerra. Depois da guerra, George Soros foi estudar na Inglaterra, de onde acabou se mudando para os Estados Unidos nos anos 50.
Tivadar Soros morreu em 1968. Nessa época, seu filho George já estava a caminho de se tornar um dos homens mais ricos do mundo, já havia deixado para trás qualquer resto de religiosidade e já defendia temas polêmicos como a eutanásia. Tanto que, em 1995, numa entrevista à revista New Yorker, George Soros disse ter ficado desapontado com a luta de seu pai para não morrer, mesmo sabendo que sofria de uma doença terminal. “Meu pai”, disse Soros, “infelizmente queria viver. Eu fiquei meio desapontado com ele.”
Soros fez sua fortuna especulando no mercado de câmbio. É conhecido como “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”, porque ganhou um bilhão de dólares num único dia ao realizar manobras que derrubaram a libra esterlina. Na época, o especulador não parece ter demonstrado tanta preocupação com a sorte dos trabalhadores, dos aposentados e viúvas que viram sua poupança em libras esterlinas virar pó de um dia para o outro como demonstra hoje pelos afegãos, iraquianos e outras “vítimas” de George Bush.
Quando estudante na Inglaterra, George Soros conheceu um acadêmico chamado Karl Popper, então professor da London School of Economics. Sua filosofia sobre “sociedades abertas” se transformou na pedra angular do pensamento de Soros. O financista criou uma fundação chamada “Open Society Institute”, através da qual distribui dinheiro para causas que – curiosamente – se enquadram todas no espectro que vai da esquerda à extrema-esquerda.
Há alguns anos, George Soros doou 15 milhões de dólares para o “Projeto Morte na América”, cuja finalidade era legalizar a eutanásia e o suicídio assistido por médicos nos Estados Unidos. Uma causa, convenhamos, que está longe de ser popular. Soros financiou também, através de seu Instituto ou de doações pessoais, causas como a legalização das drogas (foi um dos maiores incentivadores do movimento para legalizar a chamada “maconha medicinal”), a distribuição de seringas para os viciados em drogas pesadas, e o fim da criminalização do aborto, entre outras causas polêmicas.
Já faz algum tempo que as ações de Soros o transformaram numa das pessoas mais criticadas pelos conservadores americanos. Robert H. Knight, diretor do Instituto para Cultura e Família da organização Concerned Women for America, diz que "ninguém sabe quais os demônios que levam o sr. Soros a patrocinar constantemente agendas anti-família. Mas ele parece decidido a virar o mundo de cabeça para baixo e substituir a moralidade pela imoralidade”. O jornalista negro Armstrong Williams diz que Soros quer destruir os valores sob os quais os Estados Unidos foram fundados. Williams, para quem Soros é "moralmente falido”, pediu que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investigue as várias contribuições feitas por George Soros a organizações radicais.
Entre as organizações que sobrevivem graças ao dinheiro de Soros, está o site MoveOn.org, ponto de encontro da juventude esquerdista e dos inimigos de Bush na Internet. O site, recentemente, promoveu concurso para escolher os melhores anúncios de TV contra Bush, e entre os finalistas estavam dois anúncios comparando Bush a Hitler. Soros condenou sem muita convicção os anúncios mas, citando sua própria experiência, disse ao Washington Post que Bush o faz lembrar dos alemães. Num artigo, o bilionário escreveu que "quando escuto Bush dizer que ‘ou você está conosco ou está com os terroristas’ ouço um alarme soando”.
O mesmo alarme que quem dá valor à democracia deveria escutar sempre que ouvir que George Soros está contribuindo para alguma causa política.
(*)Paulo Leite, Washington DC, tem um blog, o Filial |