As Forças Armadas são a expressão cívica do instituto de sobrevivência do grupo nacional a que elas servem. - Prof. Jorge Boaventura

 
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Honduras derrota o chavismo apesar de Barack Hussein, não por causa dele PDF Imprimir
02 de julho de 2009

Se Honduras não cair na rede bolivariana, os únicos responsáveis serão as forças políticas hondurenhas e os militares, que souberam a hora certa de dizer “não”. É bem possível que não resistam ao cerco. Isso é o de menos. No pequeno país, Chávez sofreu a sua primeira derrota.
Por Reinaldo Azevedo (*)

“Honduras vai resistir à pressão?” A resposta é uma só: já resistiu. Manuel Zelaya e Hugo Chávez, que é o verdadeiro chefão da crise que vive o país, já não lograram o seu intento, ainda que o tal volte e conclua o seu mandato. Não será sem um acordo com o governo provisório e as forças que o apóiam — praticamente, o país inteiro. A reforma da Constituição, como ele queria, dificilmente seria feita. E isso quer dizer que o golpe de Chávez, em Honduras, falhou. Na verdade, é a primeira vez que dá errado — no Peru, ele quebrou a cara, mas foi ainda durante o processo eleitoral. Agora, por intermédio de Evo Morales, tenTa criar uma convulsão indígena no país. Volto a Honduras.

As lideranças políticas e os militares impediram o golpe de estado de Zelaya e impuseram, também por intermédio do uso legítimo da força, a ordem constitucional. Medidas de restrição à liberdade que estão em curso foram aprovadas no Congresso por unanimidade. Zelaya não tem um miserável aliado no país — nem mesmo no seu partido. A ojeriza a Chávez é gigantesca. Se voltar, terá de se comportar. Ou cai de novo.

O mais comovedor em toda essa pantomima está no fato de que Zelaya continua a ser tratado como um pobre presidente deposto por militares gorilas. Afirmar que ele caiu só porque tentou fazer um referendo é coisa de estúpidos ou de vigaristas. Ou, então, de vigaristas espertos que enganam seus leitores, seus telespectadores, seus ouvintes, seus internautas.

Ele queria, sim, o referendo. E isso, por si mesmo, afrontava a Constituição. Mas ele foi além: a consulta foi declarada ilegal pela Justiça, pelo Congresso e pela Promotoria. Eles os chamou a todos de jurássicos e decidiu levar a coisa adiante. E ordenou que os militares cumprissem sua determinação no pressuposto de que é o comandante-geral das Forças Armadas. E isso é golpe. O resto já se sabe. “O mundo” não quer reconhecer? Bem, o fato é que o contragolpe foi eficiente.

Não fosse ele, estaria marcado mais um tento de Chávez, que vinha fornecedo a infraestrutura para o “referendo” inconstitucional. Mas a mistificação não tem fim.

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Lula ataca mídia e chama Kadafi de ''amigo e irmão'' PDF Imprimir
02 de julho de 2009

Único convidado a comparecer à Cúpula Africana, ele diz que consolidar democracia é ''processo evolutivo''

Por Andrei Netto (*)

Único convidado de honra presente à Cúpula da União Africana, aberta ontem, em Sirte, na Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países industrializados pela crise do sistema financeiro e pelo "caráter perverso da ordem internacional". O discurso, aplaudido por chefes de Estado e de governo e por líderes tribais africanos, foi sucedido por críticas à imprensa pelo que considerou "preconceito premeditado" por sua proximidade com ditadores da região.

A participação do presidente na cúpula, que está em sua 13ª edição, foi ressaltada pela ausência dos demais convidados especiais. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, e Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelaram suas participações, anunciadas como certas pelo cerimonial do evento até a véspera.

Outro ausente foi Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, cuja falta não foi justificada publicamente. Ahmadinejad ficaria sentado ao lado de Lula, que por sua vez ficaria ao lado do ditador líbio Muammar Kadafi, que está no poder desde 1969, quando assumiu o controle do país em um golpe de Estado aos 27 anos de idade.

Lula começou seu discurso dizendo a Kadafi: "Meu amigo, meu irmão e líder". Logo de início, o presidente elogiou "a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos" e ressaltou que "consolidar a democracia é um processo evolutivo".

A partir de então, o presidente deu início a repetidas críticas aos países industrializados. Lula afirmou que "a crise financeira e econômica mundial revela a fragilidade e o caráter perverso da atual ordem internacional" e parafraseou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao sustentar que "o consenso de Washington fracassou".

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PCdoB e a guerrilha. Criméia e as ameaças PDF Imprimir
02 de julho de 2009

Gen Div R/1 Aloísio Rodrigues dos Santos (*)

Não me surpreendi com a Portaria do Ministério da Defesa, que trata do resgate de ossadas de integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) mortos no Araguaia nos anos de 1972/73/74, nem com as suas repercussões na imprensa, nem com as declarações de seus militantes, particularmente Criméia Alice Schmidt de Almeida, sobre a qual farei considerações a respeito da sua saída da área de guerrilha no sudeste do Pará, no segundo semestre de 1972.

Já fiz inúmeras observações sobre a guerrilha, onde destaco as características físicas da área; o aliciamento, a doutrinação e o recrutamento de jovens; o tratamento às vítimas; a realização de cursos no exterior; os combates de encontro; o apoio político e o apoio financeiro do exterior; a transferência do foco para o PCdoB; e outras, todas citadas em textos publicados na internet. Algumas dessas considerações constarão, parcialmente, deste texto para sua melhor compreensão.

No início da década de 60, provavelmente após o congresso de fundação do PCdoB (11 a 18 de fevereiro de 1962), alguns militantes do partido foram designados para a realização de cursos de guerrilha rural na Academia Militar de Pequim, sob os auspícios do Partido Comunista Chinês.

Ao mesmo tempo, o comitê central do partido já sistematizava diretrizes, procedimentos e ações, visando ao reconhecimento de áreas no interior do Brasil propícias ao desenvolvimento da guerra de guerrilhas. Essas áreas deveriam estar distantes das regiões mais desenvolvidas e dos grandes centros urbanos, do poder político e dos órgãos de segurança do Estado; ser de difícil acesso, com uma população rarefeita e abandonada pelo poder central e com amplos vazios demográficos; e outras características que favorecessem a implantação, o crescimento e o desenvolvimento da guerrilha rural, que seria o instrumento e o estímulo visando a criação de um “Exército Popular de Libertação”.

Dentre as áreas que possam ter sido alvos de interesse por parte do partido, destaco uma no sudeste do Pará; outra no norte de Goiás (hoje Tocantins), na região conhecida como Bico do Papagaio; uma terceira em Mato Grosso; e por último uma localizada na divisa de Goiás com Mato Grosso. As demais foram descartadas por inúmeras razões.

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Algo huele mal en América Latina PDF Imprimir
02 de julho de 2009

Por Jorge P. Mones Ruiz, Papéis Avulsos

Un hedor caribeño autoritario, militarista y antidemocrático se esparce por varios países de nuestro continente, haciendo peligrar las instituciones republicanas en pos de “nuevos tipos de democracias”, a partir de reformas constitucionales que permitan a ciertos caudillejos mantenerse “per seculam” en el poder, al mejor estilo “fidelista”.

Los nuevos dictadores “democráticos” aseguran su estabilidad y permanencia en el mismo una vez que consiguen, a partir de “urnas mágicas y periódicas” (con fraude incluido), las reelecciones indefinidas.

Curioso socialismo éste del siglo XXI. Un progresismo falso que no logra sacar a los pueblos de nuestra América de la pobreza, la falta de educación y de salud, de la inseguridad, y proporcionarles el grado de crecimiento y desarrollo que merecen. Renegando de las más caras tradiciones históricas y de las verdaderas raíces de las identidades nacionales, son varios los países considerados que van camino a ser estados anómicos o fallidos.

En Argentina la sociedad dijo NO al proyecto hegemónico kirchnerista. Pero, ¿intentará igualmente, Cristina y su consorte, profundizar su modelo? ¿Cómo y con quiénes lo hará? ¿Acaso Chávez prodigará sus consejos y recursos como suele hacer en otros lados?

En Honduras, sus instituciones democráticas parecen querer resistir a esta “onda tropical” que amenaza la soberanía y autonomía de los países y sus sistemas democráticos, y que la OEA no tiene en cuenta. Su Secretario General, Insulza, se yergue como el principal vocero del comandante Chávez, y el supuesto “golpe de estado militar” en este país, corre el riesgo de transformarse en la consolidación de la maniobra bolivariana en este estado centroamericano, con militares venezolanos incluidos en su territorio.

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O exemplo de Honduras PDF Imprimir
02 de julho de 2009

Por Nivaldo Cordeiro (*)

O formalismo eleitoreiro não pode ser biombo para esconder as trapaças da esquerda revolucionária, que ocupa posições em toda parte, encontrando terreno livre pela omissão daqueles que poderiam barrar o seu caminho. A pequena república de Honduras deu um exemplo ao mundo.

Como entender a brusca mudança de poder político em Honduras? Confesso-lhe, caro leitor, que fiquei surpreendido, mas desta vez positivamente. Os fatos ainda não estão muito claros, mas já permitem uma análise desde o estrangeiro. É isso que pretendo fazer aqui.

Começo sublinhando as declarações da deputada hondurenha Marta Lorena Alvarado, transcritas na Folha de S. Paulo de hoje: "Aqui paramos Chávez e sua agenda. Isso é mais importante do que qualquer coisa, inclusive do que o reconhecimento internacional".  Um fato desses é auspicioso e precisa ser acompanhado atentamente e apoiado pelos democratas de todo o mundo. Enfim alguém se dispôs a dar um basta à expansão da maré vermelha no continente.

E o que vemos? A covardia Urbi et Orbi. O novo governo hondurenho não recebeu apoio de ninguém. A razão principal, além do fato de que os Estado Unidos estão nas mãos da esquerda mais radical, dentro do espectro político daquele país, é que, depois de décadas de revolução grasmciana em toda a parte, o senso de perigo e o instinto do Bem e da ética em política perdeu-se. Vive-se diante da mística eleitoreira, como se qualquer aventureiro, porque formou uma maioria de votos em algum momento, tivesse a licença para fazer o que bem queira para se perpetuar no poder, inclusive negando a ordem constitucional que lhe deu o poder.

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Presidente Luiz Inácio ataca de forma inusitada a Força Policial do Rio Grande do Sul PDF Imprimir
01 de julho de 2009


DefesaNet

Ao discursar na cerimônia de implantação do Território de Paz na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre, no dia de sexta-feira (26JUN09), o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva empregou termos e uma postura que não foi usada nas inaugurações dos Territórios da Paz precedentes (Recife-PE, 02DEZ08, Santa Marta-Rio de Janeiro-RJ, 03FEV09 , Vitória-ES, 06MAR09).

Os Territórios da Paz são parte do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci) do Ministério da Justiça.

A postura presidencial foi a pedra de toque numa semana em que o governo articulou e executou uma de varios movimentos de ataques às Forças Policiais Brasileiras . No caso do Rio Grande do Sul soou como um apoio à candidatura do Ministro Tarso Genro ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. Porém o ataque à Brigada Militar foi mais que um afago aos movimentos irregulares atuantes no estado, os quais têm entrado em confrontos com a PM estadual.

O primeiro ataque do dia veio do ministro da Justiça Tarso Genro: "Policial do PRONASCI não é aquele que entra, bate e sai. É o policial treinado para proteger a comunidade. Vocês vão conhecê-los. Eles viverão com vocês na comunidade."

Seguiu-se então o presidente Luiz Inácio que incrementou e sofisticou os ataques à Força Policial e explicitou o apoio ao Ministro da Justiça:

“Eu quero, primeiro, reconhecer o trabalho extraordinário que o ministro Tarso Genro está fazendo junto com a sua equipe. O dia em que o Tarso pediu uma audiência comigo e foi no meu gabinete e me apresentou o PRONAF, eu fiquei com a convicção de que a gente estava construindo um programa que talvez pudesse resolver o problema da violência na periferia deste país, nos bairros mais pobres, onde cresce mais a criminalidade.”

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O povo de Honduras que Obama, Lula e a CNN não vêem PDF Imprimir
01 de julho de 2009

Por Reinaldo Azevedo (*)

Alguns bolivarinos hondurenhos prometeram uma greve geral cobrando a volta do golpista Manuel Zelaya ao poder. A greve não vai acontecer. Também anunciaram ao mundo — esse mundo que aparece na CNN — que haviam feito um protesto reunindo… 10 mil pessoas. Eles não têm nem mesmo uma foto para mostrar. O que há de real em Honduras é o que vocês vêem no vídeo acima, acessado, até agora, apenas 95 vezes. Divulguem-no. A verdade está aí. Milhares de pessoas estão em praça pública dando vivas à democracia e com adesivos em defesa, vejam só!, da Constituição. A Constituição que aquele delinqüente queria transgredir e que, curiosamente, promete violar se voltar ao poder. O que se vê acima tem a feição de um golpe?

Hoje, Zelaya se encontra com Barack Obama, que exige a sua volta ao poder. Deve estar feliz por, finalmente, igualar a sua agenda à de Hugo Chávez. O papelão da Assembléia Geral da ONU, sob o comando de um outro apoiador de tiranetes, Miguel D’Escoto, também ficou evidente. O absurdo é tal, que Zelaya promete desembarcar nesta quinta em Tegucigalpa com interventores. Entre eles, estariam Cristina Kirchner — que certamente não conseguiria andar sem forte esquema de segurança em qualquer rua de Buenos Aires — e Rafael Correa.

Sim, senhores! Eis a nova ordem de Obama. Escrevi aqui no primeiro dia: é aquele que ronrona para a Coréia do Norte e para o Irã, mas fala grosso com os democratas de Honduras — sim, os democratas de Honduras, os que estavam e estão defendendo a Constituição. Na imprensa mundial (!!!), só Tio Rei e Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal, dizem o óbvio? Pois é. E eu com a Light? O Sol não giraria em torno da Terra ainda que essa fosse a crença generalizada. Eu já publiquei várias vezes o link da Constituição de Honduras. Faço-o de novo (aqui). Já demonstrei todos os artigos que Zelaya transgrediu e por que a sua deposição foi constitucional.

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